Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase final, 2ª Jornada
Maia 2-1 CD Candal 
O jogo:
Injustiça, por múltiplos factores! A nossa equipa cedeu uma derrota no terreno dos maiatos, que em nada se coaduna com o que se passou em campo, e ainda teve que sofrer com as pressões externas que se começam a movimentar. Uma atitude de assinalar da equipa esbarrou no azar e na verdadeira chacota de que foi vítima por parte da equipa de arbitragem.
Quem tinha assistido à primeira parte, nunca poderia prever um «filme» destes. A nossa equipa foi sempre melhor, e procurou sempre avançar no terreno e criar situações de golo. As jogadas sucederam-se, porém o toque final ficava sempre a desejar. Do lado maiato, apenas e só uma jogada mais prolongada, desenvolvida rapidamente pela linha esquerda da nossa defesa, mas que o Tiago Gil não teve dificuldades em cortar para fora. Foi neste andamento que o Candal chegará ao 0-1, por intermédio do Digas, num lance que pareceu ser o apanágio do resto da partida: a bola ainda esbarrou duas vezes nos postes antes de se enrolar no fundo das redes. Com o golo, o marcador ganhava outra justiça, premiando a equipa que procurou assumir sempre o jogo taco-a-taco, sem se refugiar no contra-ataque.
Porém, a dualidade de critérios da equipa de arbitragem cedo se começou a notar. Faltas por marcar, diferentes avaliações de lances parecidos, e o pior, sempre em prejuízo da nossa equipa. Mas, como a nossa equipa estava forte, e a «palhaçada» ainda não tinha assumido contornos tão graves, estivemos por cima.
A segunda parte traz um Candal igual a si próprio. A nossa equipa entrou forte, defendendo bem e saindo ainda melhor para o ataque. A verdade é que os primeiros quinze minutos da fase complementar do jogo só tiveram um sentido, em tons de massacre: a baliza do Maia. Foram inúmeras as ocasiões em que podiamos ter ampliado a vantagem, e até vários os lances em que gozamos de superioridade numérica frente à defesa maiata. Contudo, não tivemos a habitual serenidade para transformar as oportunidades em golo, e a verdade é que o resultado se mantinha em 0-1. E, ainda para mais nesta fase, como se costuma dizer que quem não mata morre, um cruzamento do meio do nada a juntar a uma infelicidade clara do Pedro dá um empate tremendamente injusto ao Maia. Um autêntico balde de água fria, que irritou ainda mais a nossa equipa pela forma manifestamente vergonhosa como a equipa de arbitragem estava a conduzir a partida para aquele resultado. Como se não bastasse, poucos minutos depois, o Paulinho é rasteirado a pés juntos juntos na nossa ala defensiva esquerda - sem que seja marcada qualquer falta - , e no seguimento o jogador adversário cruza a bola para a nossa área, e o atleta do Maia depois de carregar o Filipinho em clara falta, domina a bola tranquilamente com a mão e com o braço, ajeita o esférico convenientemente, seguro de que depois destas evidências já não havia nada que pudesse ser assinalado pelo Sr. Juiz, e dispara para o 2-1. E se, enfim, o lance do nosso golo foi o apanágio da falta de sorte que tivemos (tal foi a dificuldade em colocar a bola na baliza), este lance foi por si só a marca do outro factor que nos fez perder o jogo: a falta de seriedade e até mesmo de dignidade de quem presidiu ao desafio.
Daí até ao fim, a nossa equipa procurou sempre chegar ao empate, que secalhar até com mais calma teríamos conseguido, mas a jogar mais com o coração do que com a cabeça, os intentos não se concretizaram. Houve foi tempo para que o verdadeiro artista daquele circo se pudesse exibir ainda mais, apitando e levantando o braço para que a coreografia ficasse perfeita. Resta sublinhar que o coreográfo estava tão comprometido com aquela situação que nem se importou com os constantes insultos de que foi alvo. Como se costuma dizer, quem está a fazer bem o seu trabalho, está de consciência tranquila. Pois bem, atendendo ao que se passou e à notória intenção de mexer no marcador, lamentamos termos sido vítimas desta vergonha. O objectivo foi aquilo que se consumou, por isso parabéns ao profissionalismo do artista! Agora, claro está que quem tem unhas toca guitarra, e quando a seriedade das pessoas não recorre a todos os métodos para ganhar, muitas vezes as coisas complicam-se. No entanto, pelo que jogamos, e pelo prórpio grau de motivação que esta facada cuja dor é quase tão forte como se tivesse sido dada pelas costas, estou mais que certo que temos equipa para ganhar esta prova. Aliás, escrevo mais hoje, que perdemos, do que em todos os jogos que vencemos neste campeonato, o que por si só reflecte a vontade de todos em corrigir esta anomalia. Com a derrota do Aves no Infesta, a curiosidade é que estamos todos com três pontos e, com o desempate feito pelos golos marcados, é o Candal que por enquanto ocupa o primeiro lugar, a avistar uma difícil recepção ao Aves na próxima semana, da qual só se pode esperar uma vitória.
Parabéns à nossa equipa pelo comportamento sempre digno e guerreiro, e parabéns também aos jogadores do Maia, aqueles que com o seu brio vão para o campo lutar pelo melhor resultado. Se nos sentimos espoliados, a culpa nunca foi deles.
Aos nossos adeptos, obrigado, e contamos com cada vez mais com vocês quando a hora final se aproxima cada vez mais e as decisões se constroem todos os fins-de-semana. Nesta semana tem que haver muito trabalho e ainda mais garra no próximo domingo. Um grande viva aos Juvenis e ao Clube Desportivo do Candal, sempre!