Sunday, May 25, 2008

Infesta 2-3 CD Candal

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 4ª Jornada
Domingo, 11H; Campo da Arroteia
Infesta 2-3 CD Candal

O jogo:
O Candal foi à Arroteia montar um ambiente infernal, o que fez com que a nossa equipa jogasse praticamente em casa. Uma invasão autência, que poucas vezes deve ter sido vista naquele campo, foi protagonizada pela Fúria Candalense. Fúria essa, que contagiou os nossos valentes, e que levou a nossa equipa a uma segunda parte verdadeiramente espectacular.


Cachecol da fase final. A estrutura deficiente do campo da Arroteia impediu uma reportagem fotográfica mais detalhada.

Antes da visita ao Infesta, estavamos desde já avisados para a importância fulcral desta partida. Os mamedenses seguiam com os mesmos pontos que a nossa equipa, e uma vitória de um, ou de outro, seria decisiva para a atribuição do título. Era preciso encarar o desafio com muita concentração, com muita garra, e foi isso que a nossa equipa fez. Logo ao entrar, mostramos que o único resultado que estavamos à procura naquele campo era a vitória, e foi com esta atitude que os quinze minutos iniciais foram totalmente nossos. Nesta toada, o Candal adiantou-se no marcador por intermédio do Digas, que deu o melhor seguimento a uma bola cruzada para a área. Porém, naqueles minutos foram várias as oportunidades para ampliar o marcador, mas fomos mais uma vez muito perdulários.
E, como quem não marca sofre, o Infesta começou a aproveitar para sacudir a pressão e ir subindo no terreno. Lentamente, foi-se instalando no meio-campo da nossa equipa, que começava a adormecer, e que, quando acordou, viu-se no meio de um sufoco tal que as dificuldades em sair para o ataque eram imensas. Mesmo com o máximo de empenho em aliviar a situação, os homens da casa criaram oportunidades para empatar, intuito que viriam a concretizar num lance de grande infelicidade do Vítor, que depois limpou o nome com uma exibição tranquila e a demonstrar experiência, a provar o porquê de estar a jogar.

Com a igualdade, os Juvenis amenizaram os acontecimentos, com o jogo a voltar a um ritmo mais equilibrado. Mas, em mais um lance de desconcentração, um desentendimento entre o Paulinho e o Filipinho, na ala direita da nossa defesa, permitem a um homem do Infesta escapar pelo seu meio, cruzar para o coração da área para o número nove atirar para o 2-1. Estava feita a reviravolta no marcador, e restou esperar até ao intervalo para corrigir a atitude.
No balneário, percebemos que os dois golos do Infesta surgiram, mais uma vez, por manifesta desconcentração da equipa, e não havia razão para um decréscimo tão acentuado da produtividade. Sabiamos todos que uma vitória hoje nos colocaria a outra do título, e por isso não nos restou alternativa que não encher o nosso peito de garra e lutar até ao fim pela vitória. Entramos para a segunda parte, e o nosso público continou a demonstrar quem mandava ali, e foi com esta postura que, na etapa complementar, não fomos grandes, fomos gigantes! Do princípio ao fim, domínio absoluto da nossa equipa, sempre em cima do adversário, a ganhar todos os duelos individuais, sempre apoiada pelas vozes dos Candalenses. O tento do empate veio por intermédio do Pedro Moreira, e veio colocar um mínimo de justiça no marcador. Depois, a nossa equipa não se contentou com o empate, e perante um Infesta esgotado, fragilizado e sem hipóteses de reagir, continuou a carregar a fundo no acelerador, e a dominar todos os acontecimentos. Do lado adversário, tentava-se parar as jogadas recorrendo muitas vezes às faltas, com um sem número a ficarem por assinalar, e com a expulsão do número 4 a ser perdoada por várias vezes. Todavia, como água mole em pedra dura tanto bate até que fura, o juíz da partida foi obrigado a assinalar uma grande penalidade claríssima - que os próprios jogadores do Infesta aceitaram sem protestar - , quando faltavam quinze minutos para o término da partida.


Miguel Vaz prepara-se para converter o penalty

Era uma oportunidade de ouro para consumarmos a reviravolta, e os corações começavam bater intensamente. Expectante, o público observava Miguel Vaz a conduzir a bola para a marca de grande penalidade, esperar pelo apito, atirar e…. GOLOOOOOOO! Um berro tremendo entuou pela Arroteia, ouviram-se cânticos de euforia e apoio, enquanto festejavamos nas grades, com os nossos adeptos! « Allez Candal Allezz», era o que mais se ouvia naquela altura, e a emoção foi tanta que o inferno Candalense atingiu temperaturas alucinantes. Até ao final, a nossa equipa soube manter o resultado, podendo inclusivé aumentá-lo, mas as ocasiões não foram concluídas da melhor maneira, porque ou os defesas mamedenses ou o guardião estavam lá para evitá-lo.


Massa de público

No final, a satisfação foi plena, e a constatação de que estamos a apenas uma vitória do sonho deixa-nos ansiosos mas felicíssimos. Contudo, o ambiente fantástico foi determinante à conquista, e o modo como foi conseguida esta vitória deixa-nos ainda mais satisfeitos e com os níveis de motivação em alta para a recepção ao Maia. Já percorremos a maior parte do caminho, e faltam-nos agora três pontos para consumarmos o nosso sonho. No próximo Domingo, às nove horas, no «Rei Ramiro», esperamos por mais um ambiente infernal que nos conduzirá definitivamente ao nosso tão anseado objectivo. Por isso, equipa de campeões, vamos estar tranquilos e empenhados nesta semana, e unidos, com a garra e a força que demonstramos hoje, iremos escrever uma página de ouro e glória na história do Clube Desportivo do Candal, bem como nas nossas próprias vidas! Viva ao CANDAL, e força rapazes!


Espírito de vitória

Passado presente, presente do futuro, a afirmação de um sonho; Clube Desportivo do Candal
Garra, força, paixão… Espírito de vitória!

Posted by Miguel Aguiar at 16:31:45
Comments

8 Responses to “Infesta 2-3 CD Candal”

  1. Joaquim Sousa says:

    Valeu a pena ter estado em S.Mamede Infesta, e fomos muitos a vibrar com a Juventude do nosso grande CANDAL, a um
    passo de dar mais uma Alegria a todos os
    Candalenses e colocar na próxima época em 2008/09, Duas Equipas no Nacional. DEVEMOS ESTAR ORGULHOSOS E APOIAR AO MÁXIMO TODA ESTA JUVENTUDE E OS QUE COM ELES TRABALHAM PERMANENTEMENTE.
    …PARABÉNS CANDAL E CANDALENSES.

  2. Barbant says:

    Carta-aberta a Tiago GIL:
    Apesar do ambiente hostil, com a permissão do legítimo proprietário do blogue, o Miguel Aguiar, gostaria de lhe transmitir que, ao contrário do que foi dito, o meu anterior comentário foi o primeiro aqui e tinha também por objectivo dar-lhe conhecimento de que vinha acompanhando a fase final.
    Outro áparte: não carrrego nenhum clube às costas, por isso até já afirmaram que eram “minhas” equipas algumas que detesto e outras de que nem sei a cor do equipamento. A um miúdo que na Arroteia me perguntou por quem torcia, respondi simplesmente: “que ganhe o melhor”. Num fim-de-semana em que assisti, ainda, ao Candal-S. Pedro da Cova (Escolas), Penafiel-Boavista (Infantis) e Salgueiros-Leixões (Juniores A).
    E posso acrescentar que no famoso dia do Salgueiros-Avintes assisti ao Oliveira do Douro-Candal (Juniores) e depois fui para casa.
    Mas vamos ao que interessa, ao jogo Infesta-Candal:
    O Candal venceu em toda a linha, demonstrando, como sempre, grande coesão, colectivismo e capacidade mental para dar a volta a momentos difíceis, virar o resultado e impedir o adversário de vir à baliza em quase toda a segunda parte. Apesar da grande quqliadade do Infesta.
    Gostei de te ver, Tiago Gil, eficiente como sempre e jogando um futebol prático, que era o que pediam as circuntâncias, sem receio de usar o “chutão”.
    Destacaria a tua actuação neste aspecto simbólico: de dar a resposta a dirigentes e técnicos que continuam a insistir em jogar em “gamelas”, sistema que começa a não dar resultado, porque quem joga bem em sintético também o faz em pelados, mas o inverso não acontece.
    Para terminar, uma “boca”: com tão más condições, desta vez o Miguel Vaz não sobressaiu: O Infesta jogou os últimos minutos com 10, mas eu, como observador neutro, não posso deixar de dizer que o Candal jogou com 10 o tempo todo.
    Parabéns pela subida, praticamente certa, ao Nacional. Onde já está, há muito, a “minha” equipa.

  3. Anonymous says:

    xD….sera k isto ta a acontecer?!?! o barbant a dizer k o candal n e o miguel vaz+10 incrivel….e agr digo lhe eu isto….o miguel vaz n sobressaiu para si max ele sobressaiu e mt…. tanto ele como todos os restantes elementos da ekipa desde o guarda-redes ao INCANSAVEL banco de suplentes!!em relacao a dizer k este e o seu 1º comentario aki, ate pode ser…max no coment k eu fiz n me referia aos comentarios k fez ou n fez aki max sim aos comentarios k fez noutros blogs!!
    e nestes voce dizia sempre a mema coisa o candal e miguel vaz +10 max va la parece k ganhou juizo e viu k n era ixo k se paxava( sem tirar valor ao miguel pk e sem duvida um grande jogador) max ele sem a ekipa n era o jogador k e…n se pode fazer td sozinho e axo k e ixo k voce n compreende! Vamos la candaall pa vitoria!! CDCANDAL SEMPRE <3
    PEREIRA

  4. Anonymous says:

    Sr. Barbant,

    Deixe-me concordar quando diz que o Candal venceu em toda a linha. Sim, fomos a equipa mais forte em tudo, e aceito e concordo com os elogios que nos foram concedidos. Por outro lado, gostaria também de apontar a clara contradição no seu discurso. Se, por mais que uma ocasião, o próprio afirmou que o Candal era «Miguel Vaz mais dez» - acabou por fazê-lo na partida frente ao Aves -, e deixou fazer passar uma ideia clara de que dependíamos quase totalmente do Miguel para vencer, neste Domingo faz um comentário absolutamente depreciativo à exibição deste (que eu acho completamente desprovida de sentido e inoportuna), ao mesmo tempo que sublinha que o Candal foi muito melhor que um Infesta que também tem grande qualidade. Já vencemos sem o Vaz, e este também se destaca porque tem uma base sólida que lhe dá sustento para tal, como o próprio já afirmou. Contra factos não há argumentos, e esta equipa vale pelo seu todo, e pelo conjunto fortíssimo que encerra em si mesmo.
    Mais acrescentaria, como prova de contradição no seu discurso: o senhor disse, na análise ao CD Candal vs Aves, que a nossa equipa não era muito forte no ataque continuado. Pois bem Sr. Barbant, que equipa que não o seja, se vê a perder ao intervalo, contra um Infesta que naquela altura estava com nove pontos, e massacra, ganha o jogo, e fica ainda com o sabor amargo de não ter concretizado mais oportunidades? Uma questão a rever, visto que, grosso modo, e atendendo às circunstâncias, não se recuperam desvantagens recorrendo ao contra-ataque.
    De resto, agradeço a sua visita ao nosso blog, e continuarei a aceitar os seus comentários, sempre que vierem endereçados com esta postura digna e com uma pertinência que eu julgue salutar ao espaço.

    Uma boa semana a todos.

  5. Anonymous says:

    concordo completamente com o k o miguel dixe….e estas palavras sao exenciais….”Contra factos não há argumentos, e esta equipa vale pelo seu todo, e pelo conjunto fortíssimo que encerra em si mesmo.” isto basta….CDCANDAL SEMPRE ;)

  6. Anonymous says:

    Miguel Aguiar,
    peço desculpa pelo equívoco gerado pelo texto: não quis mencionar o nome do jogador para não ferir susceptibilidades, mas não me referia ao Miguel Vaz.
    Obrigado pela resposta e pela análise que expôs, muito objectiva.
    Assinado:Barbant

  7. Anonymous says:

    ohohoh barbant tu pensas k nos somos o k??!! erraste agr aceita os teus erros!!! pa falar mal do miguel vaz tiveste tu boca max agr n keres dar o nome do jogador pk??!! penso k so th mais umas coisas a dizer: tu em 1º n sabes aceitar os teus erros por ixo ve se aprendes 1º a fazer ixo antes de vir paki comentar!!! em 2º es um completo cobarde por tares ai a dizer k n referes o nome do jogador ixto td consekuencia de n saberes admitir os teus erros!! CDCANDAL SEMPRE!!
    PEREIRA

  8. Anonymous says:

    oquei e a conversa fica por aqui :)
    daqui a duas semanas fala-se,insulta-se (brincadeira) agora vamos estar concentrados noutro objectivo que esta perto .
    obrigado
    fabio loureiro

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