Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 4ª Jornada
Domingo, 11H; Campo da Arroteia
Infesta 2-3 CD Candal
O jogo:
O Candal foi à Arroteia montar um ambiente infernal, o que fez com que a nossa equipa jogasse praticamente em casa. Uma invasão autência, que poucas vezes deve ter sido vista naquele campo, foi protagonizada pela Fúria Candalense. Fúria essa, que contagiou os nossos valentes, e que levou a nossa equipa a uma segunda parte verdadeiramente espectacular.

Cachecol da fase final. A estrutura deficiente do campo da Arroteia impediu uma reportagem fotográfica mais detalhada.
Antes da visita ao Infesta, estavamos desde já avisados para a importância fulcral desta partida. Os mamedenses seguiam com os mesmos pontos que a nossa equipa, e uma vitória de um, ou de outro, seria decisiva para a atribuição do título. Era preciso encarar o desafio com muita concentração, com muita garra, e foi isso que a nossa equipa fez. Logo ao entrar, mostramos que o único resultado que estavamos à procura naquele campo era a vitória, e foi com esta atitude que os quinze minutos iniciais foram totalmente nossos. Nesta toada, o Candal adiantou-se no marcador por intermédio do Digas, que deu o melhor seguimento a uma bola cruzada para a área. Porém, naqueles minutos foram várias as oportunidades para ampliar o marcador, mas fomos mais uma vez muito perdulários.
E, como quem não marca sofre, o Infesta começou a aproveitar para sacudir a pressão e ir subindo no terreno. Lentamente, foi-se instalando no meio-campo da nossa equipa, que começava a adormecer, e que, quando acordou, viu-se no meio de um sufoco tal que as dificuldades em sair para o ataque eram imensas. Mesmo com o máximo de empenho em aliviar a situação, os homens da casa criaram oportunidades para empatar, intuito que viriam a concretizar num lance de grande infelicidade do Vítor, que depois limpou o nome com uma exibição tranquila e a demonstrar experiência, a provar o porquê de estar a jogar.

Com a igualdade, os Juvenis amenizaram os acontecimentos, com o jogo a voltar a um ritmo mais equilibrado. Mas, em mais um lance de desconcentração, um desentendimento entre o Paulinho e o Filipinho, na ala direita da nossa defesa, permitem a um homem do Infesta escapar pelo seu meio, cruzar para o coração da área para o número nove atirar para o 2-1. Estava feita a reviravolta no marcador, e restou esperar até ao intervalo para corrigir a atitude.
No balneário, percebemos que os dois golos do Infesta surgiram, mais uma vez, por manifesta desconcentração da equipa, e não havia razão para um decréscimo tão acentuado da produtividade. Sabiamos todos que uma vitória hoje nos colocaria a outra do título, e por isso não nos restou alternativa que não encher o nosso peito de garra e lutar até ao fim pela vitória. Entramos para a segunda parte, e o nosso público continou a demonstrar quem mandava ali, e foi com esta postura que, na etapa complementar, não fomos grandes, fomos gigantes! Do princípio ao fim, domínio absoluto da nossa equipa, sempre em cima do adversário, a ganhar todos os duelos individuais, sempre apoiada pelas vozes dos Candalenses. O tento do empate veio por intermédio do Pedro Moreira, e veio colocar um mínimo de justiça no marcador. Depois, a nossa equipa não se contentou com o empate, e perante um Infesta esgotado, fragilizado e sem hipóteses de reagir, continuou a carregar a fundo no acelerador, e a dominar todos os acontecimentos. Do lado adversário, tentava-se parar as jogadas recorrendo muitas vezes às faltas, com um sem número a ficarem por assinalar, e com a expulsão do número 4 a ser perdoada por várias vezes. Todavia, como água mole em pedra dura tanto bate até que fura, o juíz da partida foi obrigado a assinalar uma grande penalidade claríssima - que os próprios jogadores do Infesta aceitaram sem protestar - , quando faltavam quinze minutos para o término da partida.

Miguel Vaz prepara-se para converter o penalty
Era uma oportunidade de ouro para consumarmos a reviravolta, e os corações começavam bater intensamente. Expectante, o público observava Miguel Vaz a conduzir a bola para a marca de grande penalidade, esperar pelo apito, atirar e…. GOLOOOOOOO! Um berro tremendo entuou pela Arroteia, ouviram-se cânticos de euforia e apoio, enquanto festejavamos nas grades, com os nossos adeptos! « Allez Candal Allezz», era o que mais se ouvia naquela altura, e a emoção foi tanta que o inferno Candalense atingiu temperaturas alucinantes. Até ao final, a nossa equipa soube manter o resultado, podendo inclusivé aumentá-lo, mas as ocasiões não foram concluídas da melhor maneira, porque ou os defesas mamedenses ou o guardião estavam lá para evitá-lo.

Massa de público
No final, a satisfação foi plena, e a constatação de que estamos a apenas uma vitória do sonho deixa-nos ansiosos mas felicíssimos. Contudo, o ambiente fantástico foi determinante à conquista, e o modo como foi conseguida esta vitória deixa-nos ainda mais satisfeitos e com os níveis de motivação em alta para a recepção ao Maia. Já percorremos a maior parte do caminho, e faltam-nos agora três pontos para consumarmos o nosso sonho. No próximo Domingo, às nove horas, no «Rei Ramiro», esperamos por mais um ambiente infernal que nos conduzirá definitivamente ao nosso tão anseado objectivo. Por isso, equipa de campeões, vamos estar tranquilos e empenhados nesta semana, e unidos, com a garra e a força que demonstramos hoje, iremos escrever uma página de ouro e glória na história do Clube Desportivo do Candal, bem como nas nossas próprias vidas! Viva ao CANDAL, e força rapazes!

Espírito de vitória