Friday, June 27, 2008

Carta aos Juvenis 07/08

Carta (lida em casa do Paulinho):

Irmãos, companheiros, e toda a terminologia que possa descrever da melhor forma a união deste conjunto de jogadores,

Um destes dias, sentei-me à mesa para tentar prestar-vos uma homenagem por esta caminhada que juntos fizemos. Apesar de ter muito para vos dizer, nunca soube por onde começar. Na verdade, ainda mal caio em mim, ante a grandiosidade do feito que conseguimos. Mas, talvez o mais sensato seja começar pelo início desta trajectória, isto é, a época passada.
Quando iniciamos a temporada 2006/07, não perspectivamos nunca uma caminhada no deserto. Durante essa época, e mesmo em parte «separada», esta equipa viu como parte natural o seu papel de equipa «B», de equipa de formação e, sobretudo, de equipa de preparação para esta época. Foi nesse sentido, que começamos a acreditar em nós, que começamos a traçar um objectivo ambicioso, mas ao qual nunca fugimos. Acordamos, entre todos, que iriamos dar o máximo para que, na temporada seguinte, estivessemos na máxima força para sermos campeões. Bem sei, foi algo projectado num prazo longínquo, mas revelou uma maturidade espectacular da equipa, que assumiu, claramente, aquilo que queria.
Em Junho de 2007, creio que estavamos todos satisfeitos, e com boas perspectivas face ao que se iria desenrolar a partir de Setembro. E, na verdade, eu mesmo disse, há um ano atrás, ao senhores Ismael Martins, Paulo Sonnekalb e Silvio Peres que «havia razões para se esperar muito da equipa», e que «todos sabiam das nossas capacidades». Disse também, em palavras dirigidas aos meus colegas de equipa, que teríamos um «desafio muito difícil», o de «corresponder ao que esperavam de nós, que eram vitórias, bom futebol, e que pudessemos honrar o emblema do Candal».
Pois bem, hoje compreendo, mais uma vez, que não há satisfação igual ao cumprimento dos nossos objectivos e das metas que juntos traçamos. Atrevo-me a dizer que antes da equipa técnica ou da direcção dizerem o que queriam de nós, já nós mesmo tinhamos dito que desempenho queríamos ter.
A caminhada de Agosto de 2007 até aqui foi longa. Muito longa, e muito dura. Travamos muitas batalhas, tivemos adversários fortes e competitivos, os quais só conseguimos ultrapassar porque, de facto, temos muito valor, e mais que tudo, tivemos e temos um espírito de grupo inigualável e inquebrável, independentemente das circunstâncias, que por vezes foram difíceis. Para provar esta afirmação, basta reportar-me que à partida para a 7ª Jornada tinhamos três derrotas, e já eramos dados como «mortos». A isso respondemos com quase seis meses sem perder, com 23 jornadas a resultarem em 19 vitórias.
Mas e então, também para reforçar este facto, que prova mais flagrante da união, da garra, do espírito de vitória de uma força mental invulgar, do que o modo como conquistamos este campeonato? Antes do jogo das Aves, também estavamos fora. Depois do jogo, o título foi nosso, e com inteira justiça. Por tudo isto, sinto-me imensamente feliz, realizado, e orgulhoso por todos vocês fazerem parte da minha vida.
À imagem do que fiz no ano passado, e agora mais justamente que nunca, gostaria de me referir individualmente aos meus companheiros, os principais obreiros desta conquista. Peço desculpa se não me refiro a todos os elementos da equipa «B», mas todos juntos somos muitos, e só posso endereçar palavras com justiça e exactidão a quem conheço melhor e com quem caminhei sempre. Abrirei, no entanto, excepções àqueles que chegaram a ser convocados para alguns desafios nossos. Estou certo da vossa compreensão.

Pedro Simões, o ex-Vila que custou 600 mil euros! Julgo que todos tentamos receber-te da melhor forma, dar-te o melhor acolhimento possível. Julgo também que te integraste rapidamente, e hoje sentes muito este grupo. A tua qualidade é inegável, e estou ciente do teu papel muito importante neste trilho, e da forma como certamente estás orgulhoso de tudo o que fizemos. Continua, sempre, sem medo, e nunca vires a cara à luta! Isso foi o que de melhor aprendemos este ano, por isso força!

Vítor, elogiei-te na época passada pela tua incrível progressão em apenas um ano. Hoje, mais um ano passado, não me resta alternativa senão voltar a evidenciar esse facto, congratulando-te por cada dia te tornares um melhor guardião, um homem mais forte e mais capaz, cuja vontade de trabalhar e de se empenhar é contagiante. Lembra-te que em dois anos o teu percuso já foi fantástico, e deixa-me também referir-te que conseguiste, apenas na tua segunda época de futebol, o que eu consegui apenas e só à sétima! Por tudo isto, continua a trabalhar, com paciência e sem desistir, nunca!

Rui, ex-Boavista, e um reforço de futuro e de qualidade para o Candal. Penso que não é preciso pensar muito para dizer que está aqui uma verdadeira referência do Candal no nacional de Juvenis para a próxima época. Talento e vontade de trabalhar não te faltam, e é só continuar neste rumo. Para a próxima temporada, és de segundo ano, e as responsabilidades dobram. Com tranquilidade, estou certo de que corresponderás, sem problemas, a todos os desafios que te serão colocados.

Filipinho, meu e o nosso capitão. O jogador mais antigo da casa, com força, resistência inquebrável, talento para dar e vender, e uma peça fundamental no espírito de coesão deste grupo. Tal como muitos que perfazem a nossa equipa, faltam mesmo as palavras para descrever aquilo que me vem à cabeça. Dizer que foi um orgulho imenso estar ao teu lado nesta época é a verdade mais pura!

João Sousa, acompanha-nos desde o ano passado. Não me enganaram quando me disseram para te trazer para aqui, e tu também não te enganaste na aposta que fizeste. Como iniciado que eras, só te fez bem o largo período de tempo que treinaste com juvenis, e com essa garra e vontade conseguiste estar pronto da melhor maneira para te afirmares, claramente, na nossa equipa de 1º ano. Ou muito me engane, ou o mesmo acontecerá no nacional de Juvenis.

Pereira, Smeagol! Entraste a meio, mas nem por isso deixaste de te constituires como uma peça fundamental nesta equipa. Segurança defensiva, um pé esquerdo que tanta falta fazia, e que valeu também muitos cruzamentos de ouro, a resultarem em muitos golos. Para além disso, integrando na perfeição neste grupo, que te recuperou e te conduziu ao teu verdadeiro estatuto, passaste da equipa «B» do Salgueiros a campeão distrital pelo Candal, e contra factos não há argumentos. Continua!

Pirata, tal como havia dito na época passada, este ano tinhas que trabalhar mais, tinhas que te esforçar mais. Para pena minha, acho que nunca quiseste muito com isto, ou então não acompanhaste da melhor forma a maneira como esta equipa abordava os desafios. Não correu da melhor forma, mas mesmo assim estiveste sempre pelo Candal. Sorte para ti, e espero que corrijas a tua conduta, pois na próxima época a coisa vai mudar. Força, sempre!

Fábio Loureiro, «Moisés», «Pepe» ou «Baresi». Poderia arranjar-te um sem número de nomes, mas chego sempre à conclusão de que nenhum deles é verdadeiramente o nosso Loureiro. Incrível capacidade de marcação, elevado sentido posicional, garra e vontade imensas, pés de ouro que seguram a bola de forma aprumada e tranquila. Alegre, tranquilo, a crescer nas atitudes e nos comportamentos, para te tornares um atleta e um homem grandioso, a todos os níveis. A ti também te digo que és um valor imenso deste clube. Continua rapaz, nunca mudes!

Tiago Gil «Marcelão», que a par do Fábio Loureiro, foram os símbolos da melhor dupla de centrais deste campeonato, com um lugar garantido na maior parte das equipas dos Nacionais. Este ano vi equipas como o Boavista ou o Sporting, e cheguei sempre à mesma conclusão: « os nossos centrais são muito melhores que aqueles que ali estão ». Quanto a ti, especificamente, reforço o que disse na época passada. Muita qualidade, no ar e no chão, faro de golo nas bolas paradas, elevado sentido posicional, uma forma de tratar a bola que só os grandes jogadores conseguem, que te transporta para uma classe digna de um percurso futebolístico que se for justo, te levará – ou vos levará – por muito longe. Para além disso, excelente companheiro, e sub-capitão. Em traços gerais, uma peça fundamental para esta caminhada.

Ruizinho, a garra, o espírito de equipa, qualidades que te inserem no espírito candalense, um verdadeiro homem da casa. Apesar de nesta época não teres jogado tanto, deste sempre tudo pelo conjunto, sempre em nome desta família que sempre adoraste tanto. As palmas sonoras e a afinidade com o Reinaldo Telles são também factores essenciais para a tua afirmação. Ruizinho sempre!

Paulinho, «China». Que dizer de ti? As opiniões são unânimes: humildade, muita entrega e espírito de sacríficio, um comportamento exemplar em nome da equipa e do clube. Continua a trabalhar afincadamente para o teu sucesso e para o sucesso do Candal no nacional de Juvenis, já que, invariávelmente, serás uma peça fundamental dessa equipa.

André Araújo, teço a ti os mesmos elogios que teci ao Paulinho. A ti em particular, acrescentaria à humildade um pequeno mas importante aspecto: mais participação em torno do grupo, sem medo de nada nem de ninguém, principalmente quando caminhamos todos o mesmo trilho. Liberta-te mais, sê uma pessoa feliz e lembra-te que o sucesso profissional também se faz à custa de capacidades que não se resumem ao papel e à caneta. Para além disso, sermos como pessoas, darmos largas ao que nos vem na alma, também é fundamental. Força rapaz!

Bernardo, só para o fim começaste a acompanhar decisivamente esta conquista. Como disse a outros, creio que também poderás ser uma peça importante da equipa principal da próxima época, e para tal incentivo-te a trabalhar e a ter alegria no que fazemos, sempre!

Digas, que salto que deste nesta época, em todos os sentidos. Não basta teres deixado de ser o miúdo franzininho que eras, que agora também te afirmaste ainda mais como jogador. Continua a trabalhar, a levar o teu empenho ao máximo, e com essa alegria de viver e de jogar, as coisas continuarão a aparecer. Foste, nesta fase final, um jogador também decisivo, e como tal é manter o mesmo procedimento no próximo ano desportivo, agora num âmbito diferente e completamente novo para ti.

Rolhas, o homem que faz maravilhas com a bola, com uns pés de ouro! Grande rapaz, humilde e trabalhador, sempre com a equipa no pensamento. Peço-te mais calma e mais paciência em certas fases mais complicadas, e se te empenhares ao máximo, vais evoluir ainda mais e tornares-te alguém com uma palavra a dizer no futebol. Eu, pelo menos, nunca esquecerei essa técnica e essa boa disposição!

Miguelito, o nosso homem das tribelas, que rasgou muitas linhas, concretizou muitos golos e deu muitos a marcar. Outra das peças fundamentais para o sucesso da equipa, dentro e fora do campo. No rectângulo, todos sabemos o que vales. Velocidade, técnica, um pontapé certeiro, forte e colocado, quer nos remates, quer nos cruzamentos. Continua humilde, empenhado e não ficas por aqui. Força!

Pedro Rodrigues, a minha opinião sincera é que tens tudo para dar jogador. Técnica evoluída, qualidade de passe, de cruzamento e de remate forte e colocado. O que te falta? Aquilo que é decisivo para enfrentar a vida, e que disse também ao Araújo: mais força, mais garra, mais à vontade, sem nos deixarmos intimidar nem atemorizar pelo que vêm aí. Os mais fortes vêem-se aí, quando se vencem as dificuldades!

Miguel Vaz, que palavras para ti? Talento, toda a gente vê que é muito, e assumes-te como um dos valores essenciais deste clube. Mais importante que o fantástico atleta que és, é o fantástico homem que consegues ser. Continua assim, humilde, trabalhador, amigo, bem disposto e sempre disponível. Assim, vais longe, e é isso que todos nós queremos. Agora, nesta época de decisões, muito juízo, e fica atento aos conselhos daqueles que verdadeiramente querem o teu bem. Assim, tens tudo o que precisas, por isso força rapaz!

Pedro Moreira, garra, velocidade e força. Um dos elementos que acredito que será uma das referências do nacional de Juvenis, porque tem tudo para seguir esse caminho. Mas, para essa responsabilidade, é preciso sermos mais maduros, mais afoitos e aprendermos a lidar melhor com as adversidades que se nos colocam. Quando conseguires isso, aí sim, confio inteiramente na tua plena afirmação.

Luís Gonçalves, homem ex-Lever, súbdito dos «bicos» à segunda-feira; faro de golo, desde o jogo de Coimbrões até à ultima jornada, o que nos valeu muitos pontos. Tal como já disse a vários, vejo em ti uma referência decisiva da equipa da próxima época. Ao papel que já tiveste sendo de primeiro ano, fará na próxima temporada, quando fores de segundo. Mas, verdade seja dita, a tua mentalidade e inteligência também te distinguem, e tudo sempre em nome do conjunto, em nome desta verdadeira família. Nunca te esquecerei mesmo, e fico contente pela aventura que ainda nos espera aos dois!

Quanto aos jogadores, está tudo dito. Fica porém a referência à equipa «B», com a qual também percorremos este caminho, e deixamos uma mensagem de força e incentivo. Sem arrogância e apenas com preocupação, sublinhamos até que comecem a desenhar por vocês próprios os vossos objectivos, que se unam mais, e que formem um conjunto como aquele que nós construímos. Lideres não vos faltam, agora é preciso que se cresça em mentalidade, porque acreditem, esse seria um passo decisivo para que vocês se pudessem constituir como uma equipa muito forte e competitiva. Fica o repto, agora correspondam vocês ao desafio!

Sr. Ismael, Sr. Sílvio e Sr. Sonnekalb. Há um ano atrás agradeci a confiança depositada em nós. Hoje, todo este tempo passado, volto a fazer o mesmo. Agora que conseguímos os objectivos que foram traçados, esperamos que as outras equipas possam fazer o mesmo. Dessa forma, o crescimento do Candal continuará a ser evidente e grandioso. Obrigado por tudo, porque a vossa confiança também foi determinante a esta conquista. Obrigado!

À equipa do posto médico, o nosso agradecimento em geral. Sem dúvida que o desempenho melhorou e muito nesta época: o atendimento foi melhor, mais personalizado, e foi de encontro às necessidades dos atletas. A vossa disponbilidade agradecemos, sabendo da vossa quota parte de responsabilidade neste feito.

Da equipa técnica, a disciplina, a amizade e o espírito de conquista serão para sempre lembrados. Quero referir-me aqui a vocês no geral, e não tecer considerações individuais. Isto porque o meu apreço por vocês é naturalmente global, e estou agradecido a todos vós por nos terem ajudado a chegar até aqui. Fomos todos importantes uns para os outros, e juntos fomos os campeões. A partir de agora, as nossas carreiras atingiram outro estatuto, e convosco aprendemos a acreditar e a trabalhar, sempre. Obrigado por tudo!

Aos pais, como parte integrante do nosso sucesso. Disponibilidade e apoio incondicional, nas vitórias e nas derrotas! Como as coisas começaram a correr bem, juntaram-se a vocês uma massa associativa de garra, numerosa, que convosco criou ambientes frenéticos e inesquecíceis, e que nos conduziram definitivamente a esta conquista. Por tudo, muito obrigado mesmo!


Foi uma longa caminhada até aqui. Há muitos motivos pelos quais nunca vos esquecerei, e o que aqui criamos foi excepcional. Por mais anos que ande no futebol, dificilmente encontrarei uma equipa com tanto valor e com esta mentalidade inigualavel, profissional, e com uma atitude sempre irrepriensível. O que nós temos não é amizade: é um imenso amor de irmãos. Ajudamo-nos, sempre, e lutamos sempre em conjunto! Amo-vos a todos com tudo o que tenho, e juntos fizemos coisas maravilhosas. No final disto tudo, sinto-me contente e realizado, com a sensação de dever cumprido e de metas atingidas. No entanto, sinto-me também triste que a nossa caminhada acabe aqui, pois a minha vontade era que esta equipa continuasse ETERNAMENTE. Certo desta impossibilidade, sublinho, em salvaguarda, que eternamente continuarão no meu coração e no meu pensamento, os Juvenis 2007/08, os verdadeiros campeões em toda a linha.

Vocês estarão sempre, sempre, sempre comigo!
Continuarei a amar-vos pela vida fora pelo que juntos fizemos, pelo que juntos vivemos, pelos sonhos que juntos concretizamos!

Juvenis: mais uma vez memorável, mais uma vez inesquecível!

CAMPEÕES ALLEZ! CANDAL SEMPRE!

Mensagem pessoal:
Chegou a uma altura em que nos separamos. Os juvenis que ficam, sabem agora da grande responsabilidade. Vão defender o CD Candal no nacional, com o desafio de se classificarem desde já nos primeiros sete lugares. Todo o Candal vai estar com vocês e vai apoiar-vos, sempre, incondicionalmente, pelo que acredito em vocês. De hoje a um ano, congratularei-vos mais uma vez por uma época bem conseguida. Força rapazes!
Aos que sobem para júniores, boa sorte. O desafio também é grande, e chegam à camada com mais visibilidade no Candal. Lutem sempre, sem nunca se deixarem atemorizar, pois isso foi o que de melhor aprendemos nesta época. Com essa atitude, o futuro ser-vos-à risonho, certamente. Tenho um imenso orgulho pela caminhada que fizemos juntos, mas o tempo e a conjugação de um certo número de factores indicam-me outro caminho. Como vocês já sabem, farei parte da equipa técnica dos Iniciados do CD Candal, naquela que será uma nova fase para mim, iniciada naquele que julgo ser o momento certo. Não digo adeus, porque andaremos pelo mesmo sítio, e a vida é assim mesmo. Saí pela porta grande, e levo recordações fabulosas. Agradeço-vos imenso, por tudo o que me fizeram viver, e prometo agora, nestas novas funções, dar o máximo de mim.
A vossa presença jamais será apagada. As fotografias, a faixa e o cachecol estão aqui, espalhados pelo meu quarto, e fazem-me recuar no tempo e reproduzir as demonstrações de companheirismo, de amizade e de vitória. Fazem todos parte do meu sub-consciente, pelo que estão entranhados profundamente na minha alma.
No que respeita ao blog, há uma hipótese em aberto, que está a ser tratada, mas de resto, uma certeza posso dar: essa hipótese não passa por mim. Vou para uma camada diferente, e dificilmente voltarei a fazer blogs para as minhas equipas. Este foi um projecto único, para uma equipa única. Por isso, até sempre meus companheiros de guerra, de sangue e para a vida! Aprendi a ganhar, a sonhar e a lutar convosco, e que grande lição me deram! Obrigado por tudo, e guardarei o calor dos nossos abraços pela vida fora!

Juvenis, campeões da 1ª Divisão Distrital AF Porto 2007/2008
Subida ao Nacional da camada


Campeões, Campeões, nós somos campeões!

Até morrer, Candal allez! Até morrer, Candal allez! Até morrer Candal allez, Candal allez, Candal allez!

Eterno viva aos Juvenis!
Eterno viva ao Clube Desportivo do Candal!

Passado presente, presente do futuro, a afirmação de um sonho; Clube Desportivo do Candal
Garra, força, paixão… Espírito de vitória!
Posted by Miguel Aguiar in 22:43:29 | Permalink | Comments (2)

Sunday, June 22, 2008

1ª Gala Desportiva CD Candal


Uma perspectiva sobre a Bancada Poente do Rei Ramiro.

Correu da melhor maneira, esta 1ª Gala Desportiva do CD Candal. Em primeiro lugar, a adesão dos candalenses foi assinalável. Às 21.30h, encontravam-se, na Bancada Poente do Rei Ramiro, cerca de oito centenas de espectadores, que assistiram, participaram e vibraram com a festa. Como é habitual nestes eventos, o programa começou com um ligeiro atraso, e abriu com a animação de uma artista brasileira, que puxou pelos candalenses e deu um ambiente engraçado ao Estádio.

A conduzir a cerimónia estava o Sr. Manuel Vieira, que depois chamou os convidados ( desde um representante da Associação de Futebol do Porto e da Câmara Municipal de VN Gaia, passando por outro do SC Coimbrões, do SC Candalense, até ao Conselho Fiscal e à Assembleia Geral do CD Candal), que ocuparam os seus lugares a escutar o discurso do Presidente da Direcção do CD Candal, Sr. Ismael Martins.


O discurso do nosso presidente.

As palavras do Sr. Ismael foram dirigidas para o Clube em geral, congratulando todas as camadas do futebol, do futsal feminino e do atletismo pela excelente época desportiva, que culminou, como o próprio disse, na «afirmação do Clube Desportivo do Candal como o maior e mais representativo emblema desportivo de Vila Nova de Gaia». De facto, é uma evidência que já ninguém pode contestar, e resta agora continuar a trabalhar com esta intensidade e com esta qualidade, para projectar o clube ainda mais numa dimensão nacional.
   Nesta óptica, o nosso presidente deu os parabéns em especial à equipa de Juvenis, que se sagrou campeã distrital e assim subiu aos escalões nacionais. A nossa conquista foi, sem dúvida alguma, um passo decisivo no crescimento do clube e no reforço da sua importância, pelo que temos consciência da dimensão do feito que conseguimos. Não se estranha, por isso, que ontem toda a gente andasse com um cachecol branco, com um emblema em cada ponta, e que no meio dizia exactamente «Clube Desportivo do Candal / Juvenis / Campeão Distrital AF Porto / 2007/2008», como se vê no próprio Presidente.


Uma parte do elenco directivo responsável pelo crescimento do Candal. À frente, de cachecol branco, o Presidente, Sr. Ismael Martins. À sua esquerda, Manuel Vieira; atrás de si, Paulo Sonnekalb, director do Departamento de Futebol; por último, Sílvio Peres, Presidente-Adjunto.

Seguiu-se depois a entrega dos troféus individuais. Foram distinguidos os melhores atletas de cada escalão dos reguilas e de cada escalão da formação candalense. Como melhores jogadores de Juvenis, foram nomeados Miguel Vaz, Tiago Gil e Miguelito, com o prémio a ser entregue ao primeiro. Porém, as entregas não se ficaram por aqui, e distinguiram também o Sócio do ano, melhor patrocinador, melhor Jornal, Personalidade do ano, entre outros.
   Para último ficou, porém, a entrega do prémio de melhor treinador do ano, justamente e obviamente endereçado ao nosso mister, Adriano Pinto. Depois, foi tempo de distinguir os atletas juniores,  vencedores da Taça Acácio Lello,  depois de na final terem batido o Penafiel nas grandes penalidades. Congratulamos, desde já, os nossos grandiosos colegas, que todos de 1º ano, conseguiram um belo feito. De resto, não podiamos obviamente esquecer o primeiro título do Mister Israel. Parabéns!


Os atletas Juniores

Mas, como nestas ocasiões os últimos são sempre os melhores, foi reservada uma homenagem especial aos Juvenis. Com os atletas à espera no túnel, foram chamados, um-a-um, todos os jogadores, treinadores e directores campeões, até à beira do púlpito e da mesa onde estavam pousadas as tão desejadas faixas, ao som dos Queen com a «We are the champions». Estava então criada uma ambiência de arrepiar qualquer um.


A equipa estava alinhada no fundo da passadeira, à espera das distinções.


Depois de recebidas as faixas, a equipa fez a festa junto das centenas que estavam na Bancada Poente, entoando o tradicional cântico de «CAMPEÕES ALLEZZZZ!»

Depois deste momento, foi tempo para abraços e cumprimentos finais no relvado, que encerraram, em definitivo, a época desportiva de 2007/2008, que foi memorável, diga-se já. Atletas, treinadores e Directores trocaram palavras de agradecimento, de incentivo e de grande amizade, e não foi possível ficar indifrente a mais uma demonstração de companheirismo e de união que tanto caracterizou os Juvenis desta época.


Sr. Fernandes, Mister Miguel, Rolhas e Sr. Jorge


Pedro Simões, Miguel Aguiar, Luís Gonçalves e Tiago Brito.


João Sousa, Marco, Sr. Vítor, Pedro Simões, Luís Gonçalves, Miguel Aguiar, Mister Miguel e Prof. João.

A cerimónia foi ainda coroada com alguns minutos de fogo de artifício, disparado do pelado, e que deram por terminada uma noite memorável, que se extendeu das 21.30h até às 00.30h.


O habitual fogo.

Está assim encerrada definitivamente a época desportiva 2007/2008. Agora, cada um de nós seguirá o seu caminho. Aos que seguem para os juniores, boa sorte, certos da caminhada difícil que vos espera, mas que vocês certamente vão vencer, porque não sabem fazer outra coisa. Aos que ficam nos Juvenis, lembrem-se que agora a responsabilidade dobra. Vão ter em mãos uma dificuldade acrescida e assinalável, e estou certo que não nos irão desiludir.
   Nos próximos dias farei a análise final da época, e revelarei quais foram as minhas decisões no que respeita à vertente desportiva. Quanto ao blog, estou ainda a procurar soluções, que serão também brevemente anunciadas.
   Companheiros, candalenses, obrigado por mais esta noite memorável. Nunca vos esquecerei! Viva ao Clube Desportivo do Candal!

Passado presente, presente do futuro, a afirmação de um sonho; Clube Desportivo do Candal
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Posted by Miguel Aguiar in 13:19:20 | Permalink | Comments (2)

Monday, June 16, 2008

A última homenagem

Primeira Gala Desportiva
Sábado, pelas 21.30H
Complexo Desportivo do Candal, Estádio Rei Ramiro


Chegada ao fim mais uma época, resta à equipa de Juvenis do CD Candal uma última prova juntos. Esse derradeiro momento será a Gala Anual, que se realizará neste sábado, dia 21 de Junho, pelas 21.30h no Complexo Desportivo - Estádio Rei Ramiro. Esta cerimónia, terá como objectivos:

  • Realizar uma breve retrospectiva da época 2007/2008, em todas as modalidades e escalões;
  • Distinguir e premiar Atletas, Treinadores, Dirigentes e Sócios, que se destacaram ao longo da presente época.

   Deixo desde já bem vincado que, quem quiser prestar uma última homenagem aos campeões, deve aproveitar esta ocasião. Por assim dizer, este será o momento em que iremos receber a nossa grandiosa consagração, com a entrega das faixas de campeões Distritais, e que encerram a conquista de um magnifíco e irrepetível feito na história do CD Candal. Sabemos que com a nossa caminhada perpetuamos os nossos nomes nas memórias desta grandiosa instituição, porém também nos sentimos agradados pela preocupação que foi desde logo demonstrada pela Direcção, no sentido de que a homenagem que nos fosse feita correspondesse, dentro dos possíveis, à dimensão daquilo que conseguimos. Agradecemos também essa consideração, e o esforço que se realizou para que todos os atletas pudessem estar presentes.
   Sobre esta gala, será feita uma reportagem, dada a sua importância. Após a sua publicação, segue-se a retrospectiva desta espectacular temporada, o anúncio daquele que será o meu futuro desportivo e o consequente caminho deste blog. No entanto, aconteça o que acontecer, tenho que agradecer, desde já, a todos os meus companheiros pelo que me fizeram viver até aqui, e a todos os que visitaram e fizeram valer a pena este espaço. Como se adivinha, esta é naturalmente uma época de decisões ao nível pessoal, mas queria deixar bem frisado que faça o que fizer, esta equipa nunca me sairá da memória, porque nem o meu sub-consciente jamais o permitiria!
  
   Termino, pedindo a todos os candalenses e a todos os que nos acompanharam, que rendam uma derradeira homenagem aos heróis que foram os Juvenis, e vamos dar um último abraço, que represente, como sempre, a garra, a força, paixão, a união e o espírito de vitória, que perenemente caracterizarão este fabuloso grupo. Viva ao Clube Desportivo do Candal!

Passado presente, presente do futuro, a afirmação de um sonho; Clube Desportivo do Candal
Garra, força, paixão… Espírito de vitória!
Posted by Miguel Aguiar in 22:07:57 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, June 8, 2008

Aves 0-2 CD Candal - A concretização de um sonho!

PARABÉNS AOS NOVOS CAMPEÕES!
CD Candal, vencedor da 1ª Divisão Distrital da AF Porto 2007/08




Clube Desportivo do Candal

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O Jogo:

1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 6ª Jornada
Domingo, 9H; Campo Bernardino Gomes, Vila das Aves
Aves 0-2 CD Candal

Tal como haviamos prometido, nunca iriamos desistir de procurar o nosso sonho. Hoje, estavamos bem cientes de que tinhamos fortes possibilidades, e acreditamos sempre. Fizemos uma exibição personalizada, cheia de garra, que nos valeu três pontos na Vila das Aves, e beneficiamos da derrota do Maia ante o Infesta. Conjugados os factos, está encontrada a melhor, a mais forte e a mais completa equipa de todo o Distrital de Juvenis: o Clube Desportivo do Candal!


Uma parte dos candalenses que hoje voltaram a acreditar em nós.


Uma parte dos candalenses que voltaram a acreditar em nós (1).

Depois de muitos terem achado que haviamos morrido na praia, hoje demos a prova de quem era verdadeiramente a equipa mais forte, em todos os planos. Sem pressão, com a cabeça limpa e com tranquilidade, fomos hoje à Vila das Aves enfrentar um conjunto já fora da corrida, e procuramos, desde o primeiro minuto, controlar os acontecimentos. E, na verdade, foi isso que aconteceu. Motivada, a nossa equipa assumiu e dominou desde o primeiro minuto, criando diversas situações para se adiantar no marcador, o que viria a acontecer por intermédio de Luís Gonçalves, a transformar da melhor maneira um cruzamento de Pereira. Logo de seguida, Digas desperdiça uma soberana ocasião, atirando o esférico por cima, na cara do guardião avense. Porém, apesar dos falhanços, eramos nós quem estavamos por cima no jogo, exercendo uma pressão que justificava perfeitamente a vantagem. Sem hipóteses de concretizar o que quer que fosse, os jogadores do Aves provavelmente não tiveram a motivação que normalmente poderiam ter, e cuja despreocupação resultante desse facto terá, talvez, induzido os atletas a usarem e abusarem do contacto físico, muitas vezes demasiado ríspido e exemplarmente punido pelo Juíz internacional, Jorge Sousa.


O jogo foi sempre disputado no limite.

Ao intervalo, continuou a ser escondido à nossa equipa aquele que era o resultado do Maia naquele momento, a fim de que o nervosismo que havia aparecido na semana passada não se voltasse a repetir. Apesar da nossa equipa parecer ter reagido «mal» à condição de jogar com mais um elemento, passados alguns minutos na 2ª parte, voltamos ao ritmo que nos dera o domínio absoluto do desafio, e assim caminhamos para a construção de um resultado mais dilatado.


O tento de Digas, um jogador que se revelou decisivo nesta fase final.

Quando faltavam aproximadamente quinze minutos, Digas deu a machadada final no Aves, apontando o 0-2, festejado efusivamente por todos. Até ao fim, foi só continuar a pressionar um adversário moribundo, e esperar pelo resultado final do jogo da Maia, para saber o que iria acontecer.


A ansiedade da equipa, unida à espera de saber o resultado final do Maia vs Infesta.
- «Pessoal, aconteça o que acontecer, já fizemos uma grande época! Estamos todos de parabéns!»

A partida terminou, e a equipa abraçou-se junto ao banco, a aguardar com ansiedade o desfecho desta caminhada. Foi quando, quase em sintonia, vários candalenses ao telefone lançaram um berro: «Acabou!», e a festa se instalou no recinto, tomando proporções inesquecíveis, e que serão para sempre recordados na nossa memória!

- « Campeões, campeões, nós somos campeões!»
- « Até morrer, Candal allez! Até morrer, Candal allez! Até morrer Candal allez, Candal allez, Candal allez!»


A corrida aos equipamentos dos campeões foi frenética.


A festa começava a invadir o pelado do Aves.


Emblema de Rei Ramiro no alto, mais uma vez.


Ambiente festivo.


Ambiente festivo (1).


Ambiente festivo (3)


Ambiente festivo (4).


Autocarro candalense.


Autocarro candalense (1).

A viagem até ao Candal foi frenética. A um autocarro aos saltos e a entoar cânticos de festejo, seguiu-se uma imensa caravana, com cachecóis, camisolas e bandeiras no ar, que só parou no Candal. À chegada ao Rei Ramiro, uma multidão à nossa espera, incluindo a Direcção do Clube Desportivo do Candal, e o Ex.ºmo Presidente da Junta de Freguesia de Santa Marinha, o sr. Joaquim Leite. Chegados ao Estádio, a festa fez-se no relvado, com centenas nas bancadas a aderir a um ambiente extasiante, irrepetível e inesquecível nas nossas vidas, por mais longe que os nossos percursos desportivos se extendam. Em verdade, até foguetes se juntaram à festa, e a promessa de que teremos uma homenagem condigna com a nossa conquista, na Gala Anual do CD Candal.


A chegada ao «Rei Ramiro», brindada com champagne e muita festa.


A chegada ao «Rei Ramiro», brindada com champagne e muita festa. (1)


O acesso à Bancada Poente começava a entupir.


A festa no relvado.


A festa no relvado (1).


Fotografia de consagração.

Infelizmente, a máquina fotográfica do meu pai achou-se sem bateria a partir desta fase, pelo que não tenho na minha posse material relativamente detalhado, que represente como desejamos o ambiente vivido. Por isso, quem tiver fotografias e vídeos da festa no Rei Ramiro e do cortejo, é favor enviar-me, para que esta reportagem fique mais detalhada.
Contudo, engane-se quem pensar que a festa morreu aqui. Não, a este glorioso feito não chegou a «We are the Champions» a entoar pelo Estádio. Seguiu-se depois mais um cortejo, desta feita pela Freguesia de Santa Marinha. Para coroar este êxito, o povo do Candal saiu à rua, e por onde passávamos, foi emocionante verificar a onda de apoio e entusiasmo dos candalenses que saltavam e vibravam nas ruas, nas portas e nas janelas das suas casas, ou dos cafés locais. O cortejo desceu depois a Rua de Rei Ramiro em direcção à Beira-Rio, indo de encontro a outro dos locais que tradicionalmente preconizam uma considerável falange de apoio ao Candal. Por isso, o Cais de Gaia foi nosso, e a adesão à nossa festa foi espectacular. Aconteceu, porém, um acidente com o Filipe, ao qual desejamos rápidas melhoras, na certeza de que os Juvenis, pelos quais tanto festejou, estão com ele no pensamento.
Regressados ao Candal, foi tempo de tomar um banho e preparar uma nova deslocação, desta feita ao restaurante Sebastião Alfaiate, para almoçar e fazer a festa, ocasião oferecida pela Direcção do Clube Desportivo do Candal. E mais uma vez, repetindo o repto, o espaço foi todo nosso, numa envolvência fabulosa, que só terminou por volta das 17.30h. Discursos, cânticos, saltos e berros, tudo a contar para o indescritível ambiente que era vivido.
Mais uma vez peço, a quem tenha material que registe estes acontecimentos, o favor de o ceder para todos termos acesso.

E assim terminou mais uma época, e assim fomos de encontro ao nosso sonho, aos objectivos que traçamos no início da temporada. Foi uma caminhada gloriosa até aqui, que premiou o melhor conjunto de todos, a equipa mais forte a todos os níveis, e o clube mais aguerrido, com a massa associativa mais presente e mais raçuda de todas. Arrisco-me a dizer que até na internet fomos muito superiores a todos os outros, a começar pelo nosso espaço. Estamos todos de parabéns, foi tudo fabuloso até aqui. Agora, é tempo de continuar a saborear este feito inigualável, que nos perpetuará, para sempre, na história do Clube Desportivo do Candal. Como o próprio Presidente, Sr. Ismael Martins, fez questão de dizer, «esta foi a mais gloriosa e mais espectacular subida de divisão na história do Candal. Por isso, fico-vos eternamente grato, e vocês são os nossos heróis!»
Nos próximos dias, continuarei a focar as atenções para este fantástico feito, e estarei atento à imprensa local. Para além disso, farei também um balanço daquela que foi a mais fantástica temporada da minha vida - e creio de todos nós -, que nos projectou, para sempre, na história centenária do maior clube de Gaia!

Hoje sim, posso dizer e incentivar tranquilamente, para que comentem, e digam tudo o que vos vem na alma! O título já é nosso, somos nós os campeões!

Obrigado a todos! Nunca vos esquecerei, e estou-vos eternamente grato! Viva aos Juvenis! Viva ao Clube Desportivo do Candal! Viva ao Candal campeão!



Passado presente, presente do futuro, a afirmação de um sonho; Clube Desportivo do Candal
Garra, força, paixão… Espírito de vitória!

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Friday, June 6, 2008

Aves vs CD Candal

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 6ª Jornada.
Domingo, 9H; Pelado do Aves
Aves vs CD Candal

Antevisão:
Depois de uma fantástica época, a nossa equipa deslocar-se-à ao campo do Aves, para efectuar a última partida do campeonato. Não estamos na posição que queríamos, é bem verdade, no entanto chega de falarmos do jogo do último Domingo. Neste desafio temos de levantar a cabeça e enchermo-nos de garra, pela última e decisiva vez, e darmos o melhor de nós de maneira a ir de encontro ao que tanto ambicionamos: o título. O Aves é uma equipa forte e equilibrada, que nesta fase final não conseguiu os melhores resultados. No entanto, a jogarem em casa, e sem pressão, serão certamente um osso duro de roer, e que terão de ser a nossa única preocupação.
   Durante a partida, não devemos estar obcecados com o resultado da Maia. Na verdade, a pressão está do lado deles. Ao não dependermos de nós, teremos que realizar o nosso jogo, vencer, e esperar que os maiatos não o façam. Acreditamos no valor do Infesta, que também poderá lucrar com uma vitória - ainda tem hipóteses de ser campeão - e sobretudo na evidência da dificuldade que o Maia terá. Sabe, desde já, que se vencermos, dois dos três resultados possíveis favorecem-nos. Por isso, vamos ganhar o nosso jogo, e acreditar até ao fim. Até ao lavar dos cestos é vindima, e como somos de desafios complicados, não viramos a cara à luta, conscientes de que já fizemos uma extraordinária campanha até aqui.
   Força meus irmãos! Vamos vencer e acreditar! Viva ao Clube Desportivo do Candal, que hoje completou 104 anos de história! Parabéns ao nosso glorioso clube, certos de que encarnaremos, no Domingo, o espírito guerreiro e a alma de vitória e de paixão que perfazem o maior clube de Gaia! Vamos!

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Sunday, June 1, 2008

CD Candal 1-2 Maia

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 5ª Jornada
Domingo, 9H; Complexo Desportivo do Candal, Estádio Rei Ramiro
CD Candal 1-2 Maia

O jogo:

Jogo com fases distintas, e que mais uma vez acabou mal para nós. Tinhamos tudo para termos consumado os nossos objectivos, mas «o pássaro fugiu-nos da mão» e adiou as decisões para a 6ª e última jornada, que se prevê altamente emocionante.

Ambiente espectacular, do início ao fim da partida. Os candalenses corresponderam à chamada e brindaram-nos com uma boa presença, a rondar as sete centenas de espectadores, a dar um excelente colorido a um Estádio que consegue receber mais de quatro mil. A nossa equipa tentou responder da melhor forma, e entrou em campo determinada a vencer. Encontrou um adversário forte e determinado, o que fez com que os primeiros vinte minutos se resumissem a um equilíbro, sem destaque de qualquer formação. No entanto, seria a nossa equipa a primeira a adiantar-se no marcador.


1-0

Depois de, por várias vezes, ter insistido em jogadas rápidas no ataque, num desses lances conseguiu um livre à entrada da área, convertido pelo Miguelito. Até então, o resultado ajustava-se, dado que eramos os que tinham estado mais próximos da baliza adversária.


Perspectiva da Bancada Poente


Ataques na 1ª parte

O segundo tempo abriu com mais do mesmo. Entramos com força e com vontade, e criamos a mais soberana ocasião de golo do encontro: contra-ataque rápido, Miguelito escapa pela esquerda, ultrapassa o guarda-redes maiato e, de fora de área, remata bem, mas com um azar tremendo a bola esbarra na trave e sai das quatro linhas. Ninguém queria acreditar no que estava a acontecer, e o receio de que o filme da 1ª volta se repetisse começava a estar presente. No entanto, o Candal manteve o seu ritmo, continuou a dominar, contudo a defesa do Maia mostrava-se segura, a repelir todas as investidas candalenses.


Defesa maiata consegue tirar mais uma bola

Mas, a partir dos 65′, um súbito nervosismo começou a entranhar-se na nossa equipa, e a sensação de que estavamos a apenas 15 minutos de conseguir o tão desejado título fez com que o conjunto perdesse cedo demais o controlo dos acontecimentos, e recuasse, erroneamente, para o nosso meio-campo defensivo. Com isto, os forasteiros, a correrem atrás do prejuízo, aproveitaram para encostar a nossa equipa às cordas, precipitada demasiado cedo para o último reduto, e a recorrer a um jogo directo que não tinha efeitos práticos naquelas circunstâncias.
No entanto, a nossa equipa foi aguentando, embora com dificuldades. Apesar disso, num canto, os maiatos conseguem um empate que atemorizou os presentes. Quando estavamos a sensivelmente dez minutos de festejarmos, aquele tento foi sem dúvida um balde de água fria. Porém, mesmo sabendo que este resultado nos deixava em posição claramente favorável para a conquista do campeonato na última jornada, não conseguimos melhorar o rendimento,
e o Maia acabaria por se adiantar num remate de fora de área, gelando os corações dos candalenses. O apoio fez-se sentir, mas restavam poucos minutos, e apesar das tentativas, não conseguimos chegar pelo menos ao empate.
Deste jogo fica um sabor muito amargo. Tinhamos tudo para conseguirmos a tão desejada conquista, e podemos mesmo dizer que ficamos a dez minutos de a conseguir. Contudo, o pesadelo da 1ª volta repetiu-se, e o Maia voltou, pela terceira vez nos quatro jogos entre nós, a ser a equipa mais feliz. Na verdade, só há uma equipa contra a qual
podemos dizer que falhamos oportunidades das formas mais incríveis, e essa equipa é o Maia. Se em Cête havia sido a bola retirada do caminho da baliza pelos nossos avançados, hoje até sem guarda-redes conseguimos falhar, com a bola a esbarrar na barra. Na verdade, se tivessemos concretizado esta soberana situação, teríamos feito o 2-0, e provavelmente matado o jogo. Não o conseguimos, e agora fica tudo adiado para a última jornada.
Para a semana jogamos na Vila das Aves, com a necessidade de vencer e esperar que o Maia não consiga fazer o mesmo na recepção ao Infesta. Na verdade, há que não atirar a toalha ao chão, porque não morremos na praia, e esta
última ronda será intensa. O Infesta, podendo ser campeão, não tem outra alternativa que não procurar a vitória na Maia, e temos de acreditar que serão capazes de, pelo menos, arrancarem um empate. Caso o consigam, e caso vençamos no Aves, concretizaremos os nossos objectivos. Mas, antes de pensarmos nos outros, temos que nos lembrar que defrontaremos uma boa equipa num campo muito complicado, e como tal não iremos procurar outra coisa que não seja a vitória, do princípio ao fim do jogo.
É bem verdade que depois deste desafio os nossos corações ficam destroçados. Poderíamos ter feito a festa hoje, com os nossos, em nossa casa. Não o conseguimos, e há que digerir o mais rapidamente possível esta derrota, pois, como disse, ainda nada está perdido, e tudo pode acontecer. Há que manter a calma, a serenidade, e apelar a todos para não desistir, porque só no fim é que se fazem as contas! Assim, no próximo Domingo, na Vila das Aves, apelamos a todos os candalenses para mais uma onda de apoio à nossa equipa, pois por tudo o que fizemos até aqui, merecemos que acreditem em nós neste momento difícil. Apoiem, e prometemos dar tudo até ao fim por vocês! Será com essa postura guerreira que, aconteça o que acontecer, os Juvenis do Candal fecharão o fantástico campeonato até aqui realizado.
Viva ao Clube Desportivo do Candal!


Um espírito que nunca morrerá! Uma atitude que se manterá até ao fim! Já estamos todos de parabéns, e temos mais uma luta que só podemos pensar em vencer!

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Garra, força, paixão… Espírito de vitória!

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Friday, May 30, 2008

CD Candal vs Maia

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 5ª Jornada
Domingo, 9H; Complexo Desportivo do Candal, Estádio Rei Ramiro
CD Candal vs Maia

Antevisão:

Chegou, enfim, o Domingo em que podemos escrever uma página de ouro e glória, na história do nosso clube, e na história das nossas vidas. A recepção ao Maia pode significar, em caso de vitória, a conquista definitiva do ceptro da 1ª Divisão de Juvenis, depois desta caminhada tão longa.
   Será certamente um jogo difícil, pois os nossos adversários são uma equipa forte e complicada. No entanto, temos muitos factores a nosso favor, que teremos que converter em campo. Espera-se um ambiente ao rubro no apoio ao nossa equipa, num Rei Ramiro colorido e com temperaturas alucinantes, que só pode resultar na injecção de força e garra na nossa equipa. À imagem do jogo passado, não quero deixar muitas palavras. Os níveis de motivação estão e só podiam estar elevadíssimos, e apelo à concentração e a pensamentos positivos! Imaginem só o nosso estádio repleto, com a multidão a vibrar por nós!
   Sem pressão, mais unidos que nunca, e vamos vencer! Força, exaltem este nosso amor de irmãos, e vamos ser grandes, mais uma vez! Vamos levar para o campo a Fúria Candalense, a garra e o espírito de vitória! Viva ao Clube Desportivo do Candal!

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Sunday, May 25, 2008

Infesta 2-3 CD Candal

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 4ª Jornada
Domingo, 11H; Campo da Arroteia
Infesta 2-3 CD Candal

O jogo:
O Candal foi à Arroteia montar um ambiente infernal, o que fez com que a nossa equipa jogasse praticamente em casa. Uma invasão autência, que poucas vezes deve ter sido vista naquele campo, foi protagonizada pela Fúria Candalense. Fúria essa, que contagiou os nossos valentes, e que levou a nossa equipa a uma segunda parte verdadeiramente espectacular.


Cachecol da fase final. A estrutura deficiente do campo da Arroteia impediu uma reportagem fotográfica mais detalhada.

Antes da visita ao Infesta, estavamos desde já avisados para a importância fulcral desta partida. Os mamedenses seguiam com os mesmos pontos que a nossa equipa, e uma vitória de um, ou de outro, seria decisiva para a atribuição do título. Era preciso encarar o desafio com muita concentração, com muita garra, e foi isso que a nossa equipa fez. Logo ao entrar, mostramos que o único resultado que estavamos à procura naquele campo era a vitória, e foi com esta atitude que os quinze minutos iniciais foram totalmente nossos. Nesta toada, o Candal adiantou-se no marcador por intermédio do Digas, que deu o melhor seguimento a uma bola cruzada para a área. Porém, naqueles minutos foram várias as oportunidades para ampliar o marcador, mas fomos mais uma vez muito perdulários.
E, como quem não marca sofre, o Infesta começou a aproveitar para sacudir a pressão e ir subindo no terreno. Lentamente, foi-se instalando no meio-campo da nossa equipa, que começava a adormecer, e que, quando acordou, viu-se no meio de um sufoco tal que as dificuldades em sair para o ataque eram imensas. Mesmo com o máximo de empenho em aliviar a situação, os homens da casa criaram oportunidades para empatar, intuito que viriam a concretizar num lance de grande infelicidade do Vítor, que depois limpou o nome com uma exibição tranquila e a demonstrar experiência, a provar o porquê de estar a jogar.

Com a igualdade, os Juvenis amenizaram os acontecimentos, com o jogo a voltar a um ritmo mais equilibrado. Mas, em mais um lance de desconcentração, um desentendimento entre o Paulinho e o Filipinho, na ala direita da nossa defesa, permitem a um homem do Infesta escapar pelo seu meio, cruzar para o coração da área para o número nove atirar para o 2-1. Estava feita a reviravolta no marcador, e restou esperar até ao intervalo para corrigir a atitude.
No balneário, percebemos que os dois golos do Infesta surgiram, mais uma vez, por manifesta desconcentração da equipa, e não havia razão para um decréscimo tão acentuado da produtividade. Sabiamos todos que uma vitória hoje nos colocaria a outra do título, e por isso não nos restou alternativa que não encher o nosso peito de garra e lutar até ao fim pela vitória. Entramos para a segunda parte, e o nosso público continou a demonstrar quem mandava ali, e foi com esta postura que, na etapa complementar, não fomos grandes, fomos gigantes! Do princípio ao fim, domínio absoluto da nossa equipa, sempre em cima do adversário, a ganhar todos os duelos individuais, sempre apoiada pelas vozes dos Candalenses. O tento do empate veio por intermédio do Pedro Moreira, e veio colocar um mínimo de justiça no marcador. Depois, a nossa equipa não se contentou com o empate, e perante um Infesta esgotado, fragilizado e sem hipóteses de reagir, continuou a carregar a fundo no acelerador, e a dominar todos os acontecimentos. Do lado adversário, tentava-se parar as jogadas recorrendo muitas vezes às faltas, com um sem número a ficarem por assinalar, e com a expulsão do número 4 a ser perdoada por várias vezes. Todavia, como água mole em pedra dura tanto bate até que fura, o juíz da partida foi obrigado a assinalar uma grande penalidade claríssima - que os próprios jogadores do Infesta aceitaram sem protestar - , quando faltavam quinze minutos para o término da partida.


Miguel Vaz prepara-se para converter o penalty

Era uma oportunidade de ouro para consumarmos a reviravolta, e os corações começavam bater intensamente. Expectante, o público observava Miguel Vaz a conduzir a bola para a marca de grande penalidade, esperar pelo apito, atirar e…. GOLOOOOOOO! Um berro tremendo entuou pela Arroteia, ouviram-se cânticos de euforia e apoio, enquanto festejavamos nas grades, com os nossos adeptos! « Allez Candal Allezz», era o que mais se ouvia naquela altura, e a emoção foi tanta que o inferno Candalense atingiu temperaturas alucinantes. Até ao final, a nossa equipa soube manter o resultado, podendo inclusivé aumentá-lo, mas as ocasiões não foram concluídas da melhor maneira, porque ou os defesas mamedenses ou o guardião estavam lá para evitá-lo.


Massa de público

No final, a satisfação foi plena, e a constatação de que estamos a apenas uma vitória do sonho deixa-nos ansiosos mas felicíssimos. Contudo, o ambiente fantástico foi determinante à conquista, e o modo como foi conseguida esta vitória deixa-nos ainda mais satisfeitos e com os níveis de motivação em alta para a recepção ao Maia. Já percorremos a maior parte do caminho, e faltam-nos agora três pontos para consumarmos o nosso sonho. No próximo Domingo, às nove horas, no «Rei Ramiro», esperamos por mais um ambiente infernal que nos conduzirá definitivamente ao nosso tão anseado objectivo. Por isso, equipa de campeões, vamos estar tranquilos e empenhados nesta semana, e unidos, com a garra e a força que demonstramos hoje, iremos escrever uma página de ouro e glória na história do Clube Desportivo do Candal, bem como nas nossas próprias vidas! Viva ao CANDAL, e força rapazes!


Espírito de vitória

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Posted by Miguel Aguiar in 16:31:45 | Permalink | Comments (8)

Saturday, May 24, 2008

Infesta vs CD Candal

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase Final, 4ª Jornada
Domingo, 11H; Campo da Arroteia, S. Mamede Infesta
Infesta vs CD Candal

Antevisão:
Tem sido criada uma atmosfera interessante à volta desta partida. De facto, não pretendemos atirar areia para os olhos de ninguém, e não somos nós que vamos esconder que este jogo será de uma importância capital. No entanto, a nossa equipa já se habituou a estar debaixo de provas de fogo, e acabou por conseguir levar sempre a melhor. Ora, neste domingo, há mais um tremendo desafio. O Infesta, a jogar em casa, e num campo que se identifica com o seu estilo de jogo, não facilitará em nada a tarefa da nossa equipa. Porém, nós, que vamos à frente, e que sabemos que uma vitória nos poderá deixar a apenas três pontos do sonho, iremos a S. Mamede procurar, como sempre, apenas e só a vitória.
   Sinceramente, não queria deixar muitas palavras, pois acho que não são necessárias. Creio que os níveis de motivação estão em alta, e que a equipa já sabe como se comportar. Enalteco, contudo, para que se mantenha a confiança, a garra, e o espírito combativo que nos trouxe até aqui. Dessa forma, acredito que amanhã daremos mais um passo decisivo em direcção ao Nacional de Juvenis, e à glória que nos espera no Domingo seguinte.
    Mas, para isso, temos que vencer amanhã! Contamos com o maior apoio possível, e vamos ganhar! Viva ao Clube Desportivo do Candal!

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Sunday, May 18, 2008

CD Candal 3-0 Desp. Aves

Equipa A:
1ª Divisão AF Porto
Fase final, 3ª Jornada;
Domingo, 9H; Complexo Desportivo do Candal, Estádio Rei Ramiro
CD Candal 3-0 Desp. Aves

O jogo:
Uma vitória inteiramente justa, num jogo em que a nossa equipa esteve sempre por cima, do princípio ao fim, merecendo totalmente o resultado. O Aves foi um digno adversário, mas hoje não teve hipóteses para a «fúria candalense».

«O que não nos mata torna-nos mais fortes». Foi esta a máxima para a motivação da família, na recepção à equipa do Aves. De facto, a derrota no Maia não abalou os Juvenis do Candal, antes pelo contrário: construiu um conjunto ainda mais forte, ainda mais unido, cujos jogadores vestiram a pele de autênticos leões que soltaram a sua fúria pelo campo. Foi neste sentido que, desde o apito inicial, e apesar do equilíbrio nos primeiros minutos, a nossa equipa procurou sempre levar o perigo à baliza adversária. Apesar das dificuldades para que a máquina engrenasse, demonstramos sempre que estavamos ali para ganhar o jogo, e que outro resultado não nos servia.


Os primeiros minutos foram mornos.

   Com esta postura, o Miguel Vaz faz uma jogada incrível pela ala esquerda do nosso ataque, e quando cruza a bola para o meio, o central do Aves carrega notoriamente o Pedro Moreira, facto que resultou na marcação de um grande penalidade. Para converter lá estava o Vaz, que colocou a nossa equipa em vantagem, e ao inaugurar o marcador concedia contornos mais justos ao resultado.


E aí está o primeiro!

    No entanto, o maior espectáculo estava reservado para a etapa completamentar. Na segunda parte, a nossa equipa entrou muito forte, sempre com o objectivo de ampliar a vantagem. As jogadas de perigo sucediam-se, e o segundo golo não aparecia por manifesto azar, já que ocasiões para que este acontecesse não faltavam. Porém, numa jogada de contra-ataque por volta dos 70′, o Pedro Moreira concretizou o tão ansiado tento da tranquilidade, que faltou na semana passada.


E o massacre continuava…

   Daí até ao fim, o Aves dispôs da única ocasião de relevo em toda a partida. Num desentendimento entre o Tiago Gil e o Pedro Simões, a bola resulta para o avançado avense que enviou a bola ao ferro. Contudo, resta dizer que se este golo tivesse acontecido seria uma tremenda injustiça para a nossa equipa, que até então tinha desperdiçado inúmeras oportunidades para marcar. Mas, como a justiça tarda mas não falha, noutra jogada de contra-ataque o Miguelito estabeleceu o 3-0 final, sem espinhas, e que reflecte, sem tirar nem pôr, aquela que foi a superioridade evidente do Candal, que em muitas alturas esganou completamente a equipa do Aves.


Desespero avense com a estocada final.

    Com o resultado do Maia no Infesta, adivinha-se um jogo complicado e decisivo para a nossa equipa no próximo Domingo. A visita ao Infesta, equipa que connosco partilha o 1º lugar, assume-se como um desafio tremendo para qualquer uma das equipas, em cuja vitória poderá deixar uma ou outra muito perto do título. Especificamente, a nossa equipa precisará, na pior das hipóteses, de duas vitórias e de uma derrota por menos de 4-0 para se sagrar campeã. Estamos pois, em melhor situação, no entanto, para que possamos continuar a sonhar, é obrigatório vencer no terreno do Infesta.


Satisfação!

Para continuar a nossa caminhada, temos que nos preparar bem esta semana, e mentalizarmo-nos do desafio que se nos coloca. Todavia, como já nos habituamos a provas difíceis, estou certo que no Domingo que vem teremos mais uma vitória, e que nos colocaremos, finalmente, à beira de arrancar o título para as nossas cores. Parabéns a todos, é o que tenho a dizer! Continuem assim, é o que tenho a pedir!
Viva ao Clube Desportivo do Candal!


Um grito de força! Uma atitude a manter!

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Posted by Miguel Aguiar in 13:34:34 | Permalink | Comments (3)